Cole ou digite o texto que deseja memorizar. Palavras com 1 ou 2 letras permanecem sempre visíveis.
O método das primeiras letras força a recuperação ativa (active recall): em vez de reler, seu cérebro precisa reconstruir o conteúdo a partir de pistas mínimas — o esforço de recuperação é exatamente o que fortalece a memória. Combinado à repetição espaçada (os cartões voltam em intervalos crescentes, pouco antes de você esquecer) e à redução progressiva de pistas (use as dicas com moderação!), você aproveita três dos efeitos mais robustos da ciência da aprendizagem.
Organize em pastas e subpastas, em quantos níveis quiser — e guarde blocos em qualquer pasta, em qualquer nível da árvore.
Personalize sua meta diária e o ritmo do algoritmo de repetição espaçada.
Escolha de onde vêm os cartões e como filtrá-los. Cada sessão registra quantos você viu e quantos acertou.
Cada bloco tem um "vencimento" calculado por um algoritmo de repetição espaçada (variante do SM-2, o mesmo princípio do Anki). Quando você marca Errei, o cartão volta para o dia seguinte; Difícil, Acertei e Fácil aumentam o intervalo progressivamente (1 → 3 → 7 → 16 dias…). Revisar principalmente os cartões vencidos é a forma mais eficiente de usar seu tempo.
Onde cada bloco está na jornada: 🔒 aguardando desbloqueio na escada cumulativa · novo (nunca revisado) · aprendendo · dominado (3+ revisões com ≥90% de acerto).
Cada quadrado é um dia; quanto mais escuro, mais revisões você fez. Consistência vale mais que volume.
Taxa de acerto das suas últimas sessões.
Ordenados por taxa de erro. Use o filtro "erro ≥ X%" na aba Treinar para focar neles.
Histórico das últimas sessões de treino.
Duas fontes alimentam esta lista: palavras que você omitiu/errou no modo digitação (⌨️) e palavras que você clicou para revelar durante o treino (👆). Palavras com dificuldade total ≥ 2 ganham um sublinhado pontilhado na máscara das próximas sessões — um lembrete de "atenção redobrada aqui".
Raio-X do vocabulário dos seus blocos. Tudo nesta seção é apenas análise e visualização — nada aqui altera os textos originais.
Escolha palavras para aparecerem de forma diferenciada nos flashcards — na máscara e no texto revelado. Cada regra tem suas palavras, sua formatação e seu alcance: pastas específicas (incluindo subpastas) ou todas as pastas, atuais e futuras.
Camadas de segurança para seus dados, da mais automática à mais manual.
Com o app hospedado no Cloudflare Pages e a função de sync instalada (passo a passo no manual), cada alteração é enviada automaticamente para a nuvem — e qualquer dispositivo que abrir o app recebe a versão mais recente. Backup deixa de ser uma preocupação.
O app cria sozinho um snapshot por dia dos seus dados (mantém os 10 mais recentes). Restaure qualquer um deles a qualquer momento.
Funciona quando o app roda dentro do Claude.ai com o conector do Google Drive ativo. Os backups são buscados pelo nome (arquivos "memofrase-backup-*.json"), listados do mais recente ao mais antigo.
Conexão direta com o Drive usando um Client ID seu (passo a passo no manual). Requer o app servido via http(s) — por exemplo, http://localhost:8000. Os backups vão para a pasta "MemoFrase Backups".
Se o download não iniciar (alguns ambientes restritos o bloqueiam), use "Copiar JSON" e cole o conteúdo num arquivo seu — inclusive numa pasta do Drive.
Um guia rápido e sem enrolação para você tirar o máximo de cada canto do app.
Tudo começa aqui. Cole ou digite o texto que quer memorizar, escolha o modo de ocultação e veja a máscara nascer em tempo real na pré-visualização. Palavras de 1 ou 2 letras ficam sempre inteiras — elas são o "esqueleto" que segura a frase.
Um módulo pensado para textos longos que precisam ser memorizados na ordem exata. Escolha o tipo Cumulativo e o app divide o texto em frases (ou linhas) e gera uma escada: degrau 1 = 1ª frase; degrau 2 = 1ª + 2ª; e assim por diante, até o texto completo. Só o primeiro degrau nasce liberado — os seguintes se desbloqueiam automaticamente quando o anterior atinge ≥80% de acerto em pelo menos 2 revisões.
O vencimento respeita a escada: degraus bloqueados não contam como vencidos — nem no marcador do topo, nem nas estatísticas, nem nas sessões. Um degrau só passa a vencer quando é liberado (automática ou manualmente), entrando como vencido a partir do dia da liberação. O desbloqueio manual pelo botão Desbloquear agora da Biblioteca continua existindo, mas com uma trava de ordem: só é possível liberar um degrau se todos os anteriores já estiverem liberados — o botão, aliás, só aparece no próximo degrau da fila.
No treino, cada degrau exibe o texto acumulado (todas as partes anteriores + a nova, tudo mascarado — o padrão mais eficaz). Mas nos primeiros contatos com uma parte nova, o botão 📖 Revelar anteriores no cartão mostra as partes já estudadas por extenso, deixando mascarada apenas a parte nova — você foca a recuperação no trecho recém-introduzido e "lê a ponte" que chega até ele. Um clique em 🙈 volta ao modo integral. As dicas de letras e o clique-para-revelar continuam agindo só sobre o trecho mascarado.
As pastas formam uma árvore: crie pastas dentro de pastas em quantos níveis quiser ("Direito Tributário / ICMS / Substituição") pelo botão + Nova pasta ou pelo + Subpasta de cada pasta — e guarde blocos em qualquer pasta, de qualquer nível, inclusive nas que também contêm subpastas. Os ícones apenas indicam a estrutura: 🗂️ tem subpastas, 📁 não tem.
Para manter a leitura limpa, os blocos aparecem recolhidos: só o título e a linha de estatísticas ficam visíveis. Clique no título para expandir (o aviso "Clique para expandir" fica ao lado) e clique de novo para recolher. Com o bloco expandido, você pode espiar o original (👁), editar o texto, editar ou criar a âncora mental (🧠), movê-lo para qualquer outra pasta ou excluí-lo. Degraus bloqueados de escadas cumulativas aparecem com 🔒 e podem ser liberados manualmente. Excluir uma pasta remove também todas as subpastas e blocos dela — o app pede confirmação mostrando exatamente o que será perdido. Repare na linha de estatísticas de cada bloco: revisões feitas, taxa de acerto e a data da próxima revisão agendada — é o algoritmo trabalhando para você.
No fim da aba ficam os Ajustes (meta diária e ritmo do espaçamento). Já o Backup e restauração ganhou uma aba própria (💾), organizada em camadas: (1) pontos de restauração automáticos — o app tira um snapshot diário dos seus dados e guarda os 10 mais recentes, restauráveis com um clique; (2) Google Drive — rodando dentro do Claude.ai com o conector do Drive ativo, você busca seus arquivos "memofrase-backup-*.json" na nuvem, do mais recente (o backup principal) aos mais antigos (pontos de restauração opcionais), e restaura qualquer um; antes de restaurar do Drive, o app cria um ponto local por segurança; (3) Google Drive fora do Claude.ai — conexão direta e oficial com a API do Google, usando um Client ID seu; e (4) arquivo manual — exporte para download ou use "Copiar JSON" (útil em ambientes que bloqueiam downloads) e restaure via importação de arquivo ou "Colar JSON".
Para configurar o Drive fora do Claude.ai (uma única vez, ~10 minutos): acesse console.cloud.google.com, crie um projeto e ative a Google Drive API; em "Tela de permissão OAuth", configure como Externo e adicione seu e-mail como usuário de teste; em "Credenciais", crie um ID do cliente OAuth do tipo "Aplicativo da Web" e adicione como origem JavaScript autorizada o endereço onde o app roda — por exemplo, http://localhost:8000. Depois, sirva o arquivo do app via http (na pasta dele, rode python -m http.server 8000 e abra localhost:8000/memofrase.html), cole o Client ID no campo e clique em Conectar. O escopo usado (drive.file) é o mais restrito possível: o app enxerga e gerencia apenas os arquivos que ele mesmo criou — backups colocados na pasta manualmente não aparecem nessa listagem (para esses, use "Colar JSON").
O caminho mais curto é o botão ▶ Estudar agora no topo: um clique monta a sessão ideal do dia — todas as revisões vencidas + a cota diária de blocos novos (configurável nos Ajustes, padrão 5/dia) — misturadas e embaralhadas. O limite de novos evita a avalanche: criar 30 blocos de uma vez não significa treinar 30 de uma vez; eles entram na sua rotina em doses, como manda a boa prática consagrada pelo Anki. Prefere controle total? Monte a sessão manualmente: todas as pastas ou só as selecionadas; e três fontes de cartões:
São três modos de resposta, em ordem crescente de exigência — use o que corresponde ao seu estágio em cada conteúdo:
Ao selecionar pastas para a sessão, escolher uma pasta 🗂️ inclui automaticamente todos os blocos de todas as suas subpastas — selecione "ICMS" e o treino cobre a árvore inteira abaixo dela.
E há a 🧪 Sessão de teste: um modo sandbox para explorar o app, testar blocos recém-criados ou dar uma olhada em degraus ainda bloqueados (eles ficam acessíveis nesse modo). Nela, nada é registrado — nem SRS, nem estatísticas, nem contagem de palavras, nem desbloqueios de escada. Use sem medo: é um playground que não deixa rastros no seu histórico de estudo.
E o módulo 🔁 Reaprender erros na mesma sessão (ligado por padrão): todo cartão que você marca como "Errei" volta ao fim da fila e só sai quando você acerta. A sessão termina com tudo recuperado com sucesso ao menos uma vez — as passagens de reaprendizagem não afetam o agendamento nem as estatísticas do bloco, são puro treino de correção. Desligue o toggle se preferir sessões mais curtas.
Se o bloco tem uma âncora mental, o botão 🧠 aparece no cartão: consulte-a antes de pedir dicas de letras — significado primeiro, forma depois.
Travou numa palavra específica? Clique nela na máscara e ela se revela na hora (fica marcada em verde no cartão). Cada clique é registrado como um sinal de dificuldade com aquela palavra: os cliques somam-se aos erros do modo digitação na tabela "Suas palavras difíceis" das Estatísticas e na coluna 🔥 da aba Palavras. E palavras com dificuldade acumulada ≥ 2 passam a aparecer com um discreto sublinhado pontilhado na máscara das próximas sessões — o app te lembrando: "capriche nesta". Na sessão de teste os cliques funcionam, mas nada é registrado.
No rodapé da área de treino há um ajuste fino de espaçamento: aumente ou diminua, em passos pequenos, a distância entre palavras e entre linhas até o ponto mais confortável para o seu preenchimento mental — a preferência fica salva. O espaço entre parágrafos acompanha automaticamente (sempre o triplo do entre linhas), e as palavras nunca são quebradas no meio entre uma linha e outra.
Sobre as quatro avaliações: Errei zera o cartão (volta amanhã); Difícil encurta o crescimento do intervalo; Acertei é o caminho padrão; Fácil acelera. Cada botão agora mostra quando o cartão voltará se você escolhê-lo ("amanhã", "7 dias", "~2 meses") — a pergunta certa não é "acertei?", e sim "quando quero rever isto?". E não existe "trapacear" aqui — avaliar-se com rigor é o que faz o sistema funcionar.
Clicou errado? ↩️ Desfazer última (ou a tecla Z) reverte a avaliação anterior por completo: agendamento, estatísticas e contadores do dia.
Dois mecanismos de qualidade fecham o ciclo: você pode ⏸ suspender qualquer bloco pela Biblioteca (ele sai da fila e das contagens sem ser excluído; ao reativar, vence a partir daquele dia) — útil para conteúdo que perdeu prioridade. E o app detecta 🩸 blocos sanguessuga: ao acumular 6 erros (e a cada 3 depois), ele sugere que o problema é de formulação, não de repetição — dividir, encurtar, ancorar ou transformar em escada — e oferece suspender o bloco para reformulação. Os selos ⏸ e 🩸 aparecem no título do bloco na Biblioteca.
O calendário mostra sua constância (quadrados mais escuros = mais revisões). A barra de maturidade resume a jornada de todos os seus blocos — bloqueados, novos, aprendendo, dominados — e vê-la migrar para o verde é o retrato mais honesto do seu progresso. O gráfico de linha acompanha sua taxa de acerto por sessão; a tabela de sessões agora registra também o modo usado e quantos erros foram reaprendidos (🔁). "Blocos que mais precisam de você" é sua lista de prioridades, e "Palavras que você mais erra" revela os pontos exatos onde sua memória escorrega.
Duas ferramentas independentes vivem aqui. A primeira é a contagem de palavras: um raio-X do vocabulário dos seus blocos, filtrável por qualquer combinação de pastas (selecionar uma pasta inclui toda a subárvore dela), com busca instantânea e ordenação por mais ou menos frequentes. Para limpar o ruído, você pode ignorar palavras de 1, 2 ou 3 letras e também palavras específicas à sua escolha — e o painel "Ver ignoradas" mostra tudo o que está de fora, permitindo resgatar exceções com um clique (ignorou todas as de 2 letras, mas "lei" importa? Clique nela e ela volta a ser contada). Importante: nada disso toca nos seus textos — é pura lente de análise.
A segunda são as regras de destaque: escolha palavras para aparecerem diferenciadas nos flashcards — MAIÚSCULAS, negrito, fonte maior, uma de cinco cores (vermelho, verde, amarelo, azul escuro, lilás) ou qualquer combinação. Cada regra define seu alcance: pastas específicas (valendo para as subpastas delas) ou todas as pastas, atuais e futuras. Os destaques aparecem na máscara (a palavra marcada "brilha" mesmo oculta), no texto revelado e até no modo digitação (onde as cores do corretor têm prioridade, mas negrito/maiúsculas/tamanho se mantêm). O botão ✨ na tabela de contagem adiciona uma palavra direto a uma regra existente.
Para acessar o app de qualquer dispositivo: renomeie o arquivo do app para index.html e coloque-o numa pasta. Em dash.cloudflare.com → Workers & Pages → Create → Pages → Upload assets, envie essa pasta — em segundos você recebe um endereço https (ex.: memofrase.pages.dev) acessível de qualquer lugar. Fora do Claude.ai, o app guarda os dados no armazenamento do próprio navegador de cada dispositivo, automaticamente.
Para a sincronização automática entre dispositivos (aba Backup), inclua na pasta também o arquivo functions/api/data.js (fornecido junto com o app, respeitando exatamente esse caminho de subpastas) e configure no painel do projeto: em KV, crie um namespace (ex.: "memofrase"); nas Settings do projeto → Bindings, adicione um binding de KV com o nome MEMOFRASE_KV apontando para ele; e em Variables and Secrets, crie o secret SYNC_TOKEN com uma senha longa e aleatória. Reimplante, abra o app hospedado, cole o mesmo token em Backup → Sincronização automática e ative. Pronto: cada alteração sobe para a nuvem sozinha, e qualquer dispositivo que abrir o app recebe a versão mais recente (a mais nova sempre vence; antes de substituir dados locais, o app cria um ponto de restauração). Do celular, do trabalho, de casa — sempre o mesmo estado, sem nunca pensar em backup.
Bônus da hospedagem: o endereço https do Pages é uma origem perfeita para autorizar no Google Cloud Console, destravando também a integração com o Google Drive via API oficial sem precisar de localhost.
Nenhum recurso depende do outro: você pode viver só de modo mental com cartões vencidos e já terá um sistema completo. Escadas cumulativas, âncoras, digitação, recordação livre e reaprendizagem são camadas que você adiciona quando (e se) fizerem sentido para o seu estágio em cada conteúdo. Uma progressão natural: mental → digitação → sem pistas, e iniciais+finais → só iniciais.
O MemoFrase já embute boa ciência cognitiva — mas o jeito como você o usa multiplica (ou desperdiça) esse efeito. Estas são as práticas com melhor evidência, traduzidas para o seu dia a dia no app.
O ato de puxar a informação da memória fortalece a memória muito mais do que reler o texto. Errar tentando vale mais do que revisar passivamente — o erro seguido da correção é um dos momentos de maior aprendizagem que existem.
Quanto mais "fácil" a recuperação, menos ela ensina. O caminho ideal é uma escada de dificuldade crescente: mais pistas no início, quase nenhuma no fim.
Dez sessões de 10 minutos em dias diferentes superam com folga uma sessão de 100 minutos. O esquecimento parcial entre as revisões é justamente o que torna cada nova recuperação valiosa — e o algoritmo do app calcula esse ponto ótimo para cada bloco.
A memória de trabalho lida bem com pedaços pequenos e significativos. Textos longos memorizam-se por partes — mas o cérebro também precisa aprender as "costuras" entre elas.
Misturar temas na mesma sessão parece pior — você erra mais na hora — mas produz memória mais durável e flexível, porque obriga o cérebro a identificar "qual conteúdo é este?" antes de recuperá-lo.
Tempo de estudo rende mais quando concentrado no que você ainda não domina. Revisar o que já está fácil dá sensação de produtividade, mas devolve pouco.
Boa parte da fixação de memórias ocorre durante o sono, quando o cérebro reapresenta para si mesmo o que você estudou. Estudar de madrugada cortando sono é trocar o ganho pela perda.
O maior preditor de sucesso em repetição espaçada não é talento nem tempo por sessão: é não deixar a fila de vencidos acumular. Dias perdidos viram montanhas desmotivadoras.
Falar em voz alta o que você recuperou (efeito de produção) e treinar em locais, horários e humores diferentes cria múltiplas rotas de acesso à mesma memória — ela deixa de depender de um contexto específico para aparecer.
Acertar uma vez não é dominar. Memórias recém-formadas são frágeis; continuar praticando um pouco além do primeiro sucesso as blinda contra o esquecimento e contra a pressão do momento (prova, audiência, apresentação).
Errar e só reencontrar o cartão no dia seguinte desperdiça o momento de maior plasticidade: logo após o erro, com o feedback fresco, uma recuperação bem-sucedida "sobrescreve" o caminho errado com força máxima. É por isso que sistemas maduros de flashcards recirculam os erros dentro da própria sessão.
Memorizar um texto extenso "de uma vez" sobrecarrega a memória de trabalho e deixa as transições entre trechos frágeis — é nas "costuras" que a recitação desmorona. A técnica cumulativa (usada por atores e oradores há séculos) resolve as duas coisas: cada novo degrau reapresenta todo o material anterior, embutindo repetição, e treina explicitamente cada emenda.
Quando um cartão é reprovado muitas vezes, o problema quase nunca é falta de esforço — é a formulação: bloco longo demais, sem estrutura clara, sem gancho de significado. Insistir nele queima tempo e moral. A comunidade do Anki batizou esses cartões de "leeches" (sanguessugas) justamente porque sugam energia sem devolver retenção.
Itens que se diferenciam visualmente do entorno são lembrados desproporcionalmente melhor — é o efeito de isolamento, descrito por Hedwig von Restorff em 1933. Uma palavra em cor, caixa alta ou negrito vira um "farol" na paisagem do texto: seu cérebro a codifica com prioridade e, depois, ela serve de ponto de apoio para reconstruir o que está ao redor.
Mas o efeito tem um limite importante: se tudo é destaque, nada é destaque. O contraste é o ingrediente ativo — regras com poucas palavras cuidadosamente escolhidas valem mais do que marcar metade do texto.
O cérebro guarda muito melhor o que é concreto, visual, espacial e emocionalmente marcante do que texto abstrato — é o princípio por trás do palácio da memória. Uma âncora não substitui o texto literal; ela funciona como o "gancho" que puxa o fio da meada quando a memória verbal hesita. Quanto mais absurda e pessoal a imagem, melhor ela gruda.